quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quem é Artista?

Só é Artista
quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra,
a marca de sangue de seus mortos
e a certeza de luta de seus vivos.
Vital Farias

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lista de livros que valem a pena ler

  1. O Murmúrio dos Fantasmas- Boris Cyrulnik
  2. A era da Iconofagia: Ensaios de Comunicação e Cultura - Norval Baitello Jr.
  3. A Reprodução - Pierre Bourdieu
  4. Caderno do Cárcere - Antonio Gramsci
  5. Esquizofrenia y arte - Leo Navratil
  6. Arte como Espelho: Experimentos em arte-terapia gestaltica - Varios autores
  7. O gosto do experimento: possibilidades clinicas em gestalt-terapia - Ana Maria Mezzarana Kyan

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

animação criativa


Essa é uma das animações mais criativas que já assisti!! Compartilho aqui com todos os colegas blogueiros... 
(por Amanda Esteves)

A associação da internet com a globalização

     A comunicação não estabelece somente nos seres humanos, todo ser se comunica de alguma forma, esta interação entre seres é chamada de mídia.
    O conceito de mídia é mais extenso e amplo do que reconhecemos; a palavra mídia vem do latim medium, que significa meio, ou melhor, espaço do intermediario, não podemos reduzir-la apenas em jornais, televisão, rádio, telefone e internet, como fazemos cada vez mais, com maior intensidade e naturalidade.
    O ponto de partida e de chegada de toda comunicação é o corpo, ele é o principio e o fim do processo comunicativo.
    Quando se fala em globalização, logo à atrelamos a internet e quando se fala em internet rapidamente nos vem a mente a palavra globalização. Como se uma fosse parte indivisível da outra, ambas trazem consigo a concepção de interação de ideias, culturas, negocios, informações, dizem alguns que até mesmo conhecimento; a relação dialética que se dá no processo de globalização  só foi possivel com o surgimento da internet (é o as vezes pensamos).
    Todavia se refletirmos brevemente sobre a história social do ser humano, essa indivisibilidade entre a internet e globalização com concepção de interação entre povos, pessoas, culturas, cai por terra. Citando um exemplo bastante recente, se levarmos em consideração a historia da humanidade, reafirmo que esta concepção caiu por terra no monento que as caravelas atracaram aqui.

Sobre o poema "Cruzada das Crianças"

A leitura do poema Cruzada das Crianças (B. Brecht) na aula da Prof. Ingrid Koudela (dia 25 de agosto) me remeteu ao filme Crianças Invisíveis (All the Invisible Children, 2005, diversos diretores) . Lembrei-me, particularmente, de uma das histórias ali contadas ("Jonathan", do diretor Ridley Scott), de uma certa forma, uma ilustração do referido poema de Brecht.


CRUZADA DE CRIANÇAS

                             (Bertolt Brecht)

Na Polônia, no ano de trinta e Nove
Houve uma luta cruel
Que transformou cidades em cinzas
Em cor de chumbo o azul do céu.
A mulher perdeu o marido
A irmã despediu-se do irmão
Os pais deram falta dos filhos
Em meio ao fogo e à destruição
Da Polônia nada mais veio
Nem carta nem relatório.
Mas nos países vizinhos
Corre uma estranha estória.
A neve caía quando contaram
Numa cidade do leste europeu
Sobre uma cruzada de crianças
Que na Polônia aconteceu.
Por lá vagavam meninos
Famintos pelas calçadas
E a eles juntavam-se outros
Vindos de aldeias arrasadas.
Queriam escapar à chacina
A todo aquele pesadelo
E alcançar um dia um lugar
Onde a vida não fosse um flagelo.
E logo um pequeno líder
Entre eles aparecia.
Para ele o grande problema
Era o caminho, que não sabia.
Uma garota levava um bebê
De dois ou três anos, não mais
Tinha o carinho de uma mãe
Faltava uma terra onde houvesse paz.
Um pequeno judeu num bonito
Casaco com gola de veludo
Habituado a comer pão do mais branco
Marchava junto, agüentando tudo.
E um magro, de cabelos louros
Ficava pra trás, não dava na vista
Carregava uma culpa bem grande:
Vinha de uma embaixada nazista.
Havia também um cachorro
Levado para servir de jantar
Que passou a ser mais uma boca:
Não tinha coragem de matar.
E uma escola chegaram a criar
A professora sendo a mais crescida
No flanco de um tanque arruinado
Um aluno escreveu a palavra vida.
Houve também um romance
Ela com doze, ele quinze.
Num sítio abandonado
Eles se amam não fingem.
Mas o amor não podia ser.
Inverno não é tempo de amora.
Como podem os brotos florescer
Com a neve caindo lá fora?
Houve também, um enterro
De um garoto bem trajado.
Por alemães e poloneses
Seu caixão foi carregado.
Protestantes, nazistas, católicos
Juntos o entregaram à terra
E um pequeno comunista falou
Rezando pelo fim da guerra.
Ele tinham fé e esperança
Só não tinham o que pôr na barriga
E ninguém censure, se roubaram
De quem não lhes dava abrigo.
E ninguém censure o pobre homem
Que não os convidou para a mesa.
Para alimentar cinqüenta é preciso
Mais que coração, riqueza.
Eles buscavam rumar para o sul
Onde o sol brilha duradouro
E fica no meio do céu
Como uma bola de ouro.
Acharam um dia um soldado
Ferido no bosque, sozinho.
Dele cuidaram uma semana
Dele aprenderam o caminho.
Vão para Bilgoray, disse ele.
A febre o fazia delirar
Deixou-os no oitavo dia
Também ele foi preciso enterrar.
E viram placas nas estradas
Embora de neve cobertas
Mas estavam todas trocadas
As direções não eram certas.
Não era por simples brincadeira
Que os homens do exército as trocavam.
Mas os meninos nada sabiam
E Bilgoray não encontravam.
Pararam em volta do líder
Que sondava o horizonte
E apontando com o dedo falou:
Deve ser além do monte.
Uma noite viram fogos
Luzindo ao pé de um rochedo
E viram tanques passando:
Afastaram-se com medo.
Ao deparar com uma cidade
Fizeram uma grande curva.
Até que ficasse para trás
Andaram somente na noite turva.
Onde fora o sul da Polônia
Sob uma tempestade forte
Foram vistos pela última vez
Abandonados à própria sorte.
Se fecho os olhos um instante
Já os tenho na imagem
De uma devastação a outra
Errando pela paisagem.
Acima deles, nas nuvens
Vejo outros cortejos, monstruosos!
Arrastando-se no vento frio
Pequenos seres desterrados, andrajosos.
Buscando um país de paz
Sem trovão, sem chuva de fogo
Diferente do que ficara pra trás
Nele esperam chegar dentro em pouco.
Essas hostes não param de crescer
E me parecem mudar, na luz do poente:
Outros rostos creio reconhecer
Franceses, espanhóis, orientais: gente.
Na polônia, naquele ano
Um cão foi encontrado
Que no pescoço magro trazia
Um pedaço de couro amarrado.
Nele se lia: Socorro, por favor!
Estamos perdidos, sem esperanças.
O cachorro mostrará o caminho
Somos cinqüenta e cinco crianças.
Se não puderem vir
Não lhes façam mal
não o matem, pois
Só ele sabe o local.
Camponeses leram a mensagem.
O escrito não tinha nome.
Desde então dois anos passaram
O cachorro morreu de fome.

Saiba mais sobre o filme no seguinte endereço:  omelete.com.br/cinema; ou em: 

(por Amanda Esteves)

Picasso em uma só linha

A série de desenhos aqui postados faz parte do livro Picasso em uma só linha (introdução de Susan Grace Galassi, Rio de Janeiro, Ediouro, 1998). Compartilho essas imagens por conta da relação que estabeleci com o filme Os Mistérios de Picasso (Le Mystère Picasso, França, 1956, direção de Henri-George Clouzot) - apresentado pelo Prof. Cláudio Mubarac, no módulo Uma Visão do Desenho -, no qual se pode ver o processo criativo do artista até a finalização de sua obra. Para quem não assistiu ao filme e/ou não conhece o livro que eu menciono, fica aí a sugestão. (por Amanda Esteves)


Fórum: Educação Ativa

Pensando na sutileza das palavras de nossa querida professora Ingrid Koudela:
 “Nossa educação está falida!”

Precisamos transmutar nossa educação!

Para conhecer melhor essa nova corrente educativa, anote aí na agenda...
 
33º Fórum
Educação ativa: uma proposta de liberdade, respeito e amor

As exigências de trabalho para suprir as necessidades de sobrevivência e pessoais marcam profundas brechas que interferem na comunicação e nas relações humanas, especialmente entre adultos e crianças ou adolescentes. Para auxiliarmos nesta tarefa, existe a possibilidade de não interferir no desenvolvimento das crianças, respeitando cada etapa do processo do seu crescimento e favorecendo efetivamente seu crescimento integral. É comprovado que uma pessoa amada e respeitada nas suas verdadeiras necessidades se tornará um adulto que convive em paz e respeito consigo mesmo, com seus iguais e com a natureza, se tornando co-construtor de um planeta com as mesmas características.

Evento nacional
Local: São Paulo, São Paulo
Em:18/09/2010
Horário: 9:00-12:00
Evento gratuito, vagas limitadas, inscrições via internet.

Mais informações:
http://www.aliancapelainfancia.org.br/eventos_detalhe.php?id_evento=117